quarta-feira, 10 de julho de 2013

THE LAST OF US #1 - O Início (Português PT-BR)

Eae galera, colocarei diariamente esse jogo épico. Espero que gostem.

Review da semana: The Last of Us

Esse review é totalmente especial, em primeiro lugar, porque eu vou estrear um novo formato de review, separando por tópicos que eu achar relevante, e não me prender a um modelo de enredo > experiência > questões técnicas e considerações finais. Em segundo lugar pelo fato de que este review é de um game que eu posso dizer com todas as letras que é ÉPICO.
The Last of Us foi um dos jogos mais aguardados de 2013 e foi lançado no dia 14 de junho pela Sony e sua amiga de longa data, NaughtyDog.

 
Os últimos de nós.
Após uma introdução, o game se passa em um futuro não muito distante em um mundo pós pandêmico. Não existem mais leis e o mínimo traço de sociedade e humanidade se perdeu em meio à busca por sobrevivência e sanidade. Você pode abrir uma porta de uma casa abandonada e encontrar suprimentos ou dar de cara com a morte. Você é Joel, mais um dos poucos sobreviventes que faz o que for necessário para se manter vivo e seguro. Você é apresentado a uma garotinha chamada Ellie, que nasceu após a pandemia que levou o mundo à ruínas. Por um motivo muito especial, você deve protegê-la a todo custo, com o passar do tempo e da aventura, Joel vai criando laços afetivos muito fortes com Ellie, e vice-versa. Ellie não conheceu a humanidade, tudo que ela viveu foi chaos, morte, maldade e sangue. Mas sua vida tem um valor muito maior do que tudo que vem acontecendo e é sua responsabilidade zelar por essa vida e ter certeza de que ela servirá a um bem maior.

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Nada acontece por acaso.
O tema principal do enredo de The Last of Us é um super clichê, não há como negar, mas a relação de Ellie com Joel e seus aliados se mostra tão forte, tão completa, tão densa e bem elaborada que é impossível não se envolver com os sentimentos dos personagens com o passar da trama. Os laços amorosos entre Joel e Ellie passam a ser emocionantes e cativantes, mas calma: é um amor de pai e filha. Durante o game fica quase impossível não se sentir angustiado quando Ellie está em apuros ou quando você é obrigado a se separar dela. Ellie é uma peça que veio para completar um vazio no espírito de Joel, ele reluta, mas o jogador percebe que Ellie é tudo que Joel precisava para ser um homem melhor. Não vou detalhar mais nada, você vai poder se certificar disso por si só no jogo.

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O real inimigo.
A pandemia aconteceu após uma espécie de fungo que dominava os sentidos de pequenos insetos e artrópodes evoluir ao ponto de também infectar humanos e dominar o seus cérebros. O fungo toma conta rapidamente dos sentidos das pessoas, fazendo-as extremamente agressivas e violentas. Os humanos infectados mais recentemente, ainda têm alguns sentidos, como a visão, mas são mais frágeis. Hospedeiros mais antigos do fungo perdem a visão e praticamente o seu rosto inteiro mas são mais poderosos e mais resistentes. Não são só infectados que você vai enfrentar para sobreviver. Militares, saqueadores, mercenários e outras pessoas que também só querem sobreviver vão disputar com você o mínimo espaço seguro e o mínimo de mantimentos que você tem. Em um mundo em que praticamente não dá para confiar nem na sua própria sombra, Joel e Ellie só tem um ao outro e vão ter que contar muitas vezes com a ajuda de antigos aliados para seguirem sua jornada.

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Olha que belezinha o rostinho dos infectados.

“Faça seus tiros valerem a pena.”
Num mundo onde tudo é ruína, não dá para se esperar achar muitos suprimentos, não? Então munição, remédios e novos equipamentos são escassos, te obrigando a explorar o cenário para achar o máximo de itens possível. Vai ser praticamente impossível você encontrar uma faca, por exemplo, mas é bem mais comum você achar uma perna de tesoura e uma fita adesiva que, juntas, podem formar uma faca para você. Machados são escassos, mas você pode pegar um pedaço de pau e prender uma lâmina na ponta e ter um machado improvisado. Munição? Torça para dropar do inimigo, pois munição é rara no cenário. Não parta sempre pro arrebento, você vai ter que ser furtivo boa parte do tempo e até onde for possível. Se você atirar em todo inimigo que ver, com certeza ficará sem munição. Se for obrigado a entrar em um tiroteio, a frase recorrente no jogo já diz tudo: “faça seus tiros valerem a pena”. O que não acontece em muitos jogos de ação, você vai ficar muito frustrado em errar um tiro e vai se sentir obrigado a gastar apenas uma bala por inimigo. Ou então terá dificuldades mais para frente.

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Tudo nos mínimos detalhes.
Que o título apresenta gráficos exuberantes, luzes, texturas e reflexos lindos, agente já esperava. Afinal, não se espera nada menos que isso de um jogo que sai no para o PS3 no mesmo ano de lançamento do PS4. Além de que, ninguém esperava uma qualidade gráfica menor do que a do Uncharted 3 que já é um show. Mas a NaughtyDog usou de tantos detalhes, que o jogo passou a ser apelação no quesito visual. O rosto e cabelo dos personagens, o modo com que sua roupa fica molhada, as caretas de quem está machucado, o sangue que sai dos corpos no exato lugar onde você acertou os tiros. São tantos, que se eu fosse citar tudo, esse review não sairia esta semana. Eu desafio alguém a me citar um jogo com tantos detalhes gráficos tanto de personagens, quanto de cenários e movimentação que tenha saído antes de The Last of Us. As cut-scenes, pff, dignas de um filme com bilheterias bilionárias.

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Mecânica inovadora.
Eu pelo menos, nunca vi um jogo com a jogabilidade e mecânica tão instintiva e fluida. A forma de sacar a arma, como o ambiente influencia no combate corpo a corpo e a praticidade de troca de um número considerável de equipamentos como nunca antes vista em um jogo de terceira pessoa. Você ainda pode fabricar os seus itens a partir de ingredientes que encontra no cenário, como por exemplo fazer um coquetel molotov com uma garrafa de vodka e um trapo velho, ou então uma bomba de fumaça com pólvora e açúcar. O modo de tiro não poderia ser menos detalhado e caprichado, com uma mira circular, que para mim era merda desde que vi em Mass Effect, mas que foi muito bem utilizada e bem aplicada. Tudo que você ver no jogo você vai perceber que foi bem bolado. Até os elementos que você já deve ter visto em outros games, irão te surpreender com tamanha coerência de aplicação. A dublagem é perfeita, tanto dos protagonistas quanto dos inimigos. Você não encontrará nenhum inimigo falando coisas sem o menor sentido como em outros jogos dublados em português. O que dá uma emoção a mais para a experiência. Já disse uma vez e repito: a dublagem brasileira é a melhor do universo.

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Defeitos?
Quê? Defeitos em The Last of Us? Eu não vi. Não que não existam, mas o jogo é tão colossal que nosso cérebro nem capta esses defeitos.
Multiplayer.
O multiplayer é o mesmo que conhecemos, um deathmatch aqui e tal, mas eles também inovaram com o sistema de Facções, em que cada jogador tem um clã para cuidar. Nas batalhas você deve conseguir mantimentos, dropados pelo inimigo ou por prêmios de resultado. Sabe quem pode ser os membros deste clã? Os seus amigos do Facebook. Isso mesmo! Você terá que alimentar e cuidar dos membros da sua Facção que o jogo importa da sua conta do facebook, nomeando cada um deles. O problema é que se vc tem algum contato no facebook que você não gosta e de repente no jogo ele tá passando fome, pode ser que o jogador se prejudique por não querer alimenta-lo. Mesmo assim, eu achei legal.

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Muito mais do que um vídeo jogo.
Não dá para explicar o quão grande esse jogo é. Não dá pra explicar tamanha perfeição e capricho da NaughtyDog nessa obra de arte. Não há o que acrescentar nem ao enredo nem ao jogo em si. Não dá pra falar que algo foi mal pensado. O jogo é simplesmente épico. Daqueles que marcam época e ficam guardados na memória de cada um. Você entra no jogo de uma forma que os acontecimentos te acompanham durante o dia todo. Você fica pensando no que ocorreu no jogo o dia inteiro, e até mesmo na hora de dormir. O jogo mexe com o seu psicológico, com o seu emocional e com o seus nervos de uma forma que não dá para jogar The Last of Us sem ficar perplexo e tenso. E o final? Cara, ainda não saiu o nó da minha garganta.

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Vale a pena?
Se vale a pena? The Last of Us é simplesmente o melhor jogo que eu joguei na atual geração, que eu tive o prazer de jogar até o final e de escrever sobre o mesmo. Eu pensei que gostei de Uncharted, de Skyrim, Red Dead Redemption… até jogar The Last of Us. Ainda gosto muito desses, mas nenhum deles marcou tanto minha vida de jogador como The Last of Us. Uma história e uma aventura que, particularmente, vou levar para a minha vida toda.

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